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Amigos queridos, em especial os LGBT, negros, pobres, pessoas estigmatizadas e todos aqueles que sofrem e/ou se compadecem com o sofrimento alheio, essa mensagem é para vocês.

Hoje, a intolerância garantiu vitória diante de uma das campanhas presidenciais mais agressivas desde a redemocratização de nosso país. Hoje tivemos a confirmação de que mais da metade desse país nos odeia, nos quer ver mortos e enterrados, calados, sem direito algum. Hoje percebemos o real perigo que nos rodeia, a maldade que corre na veia do opressor e da falta de bom senso e compaixão daqueles que optaram por se abster em uma luta que só tinha dois lados: o do respeito à democracia e o do seu rechaçamento.

Amigos, tempos difíceis se aproximam. Precisaremos nos unir para muito além de nossas singularidades, para além de nossas identidades e vivências. Antes de voltarmos a demandar voz e vez, precisaremos garantir nossa sobrevivência em um país que já foi exemplo de democracia, e que, por vontade própria, decidiu servir novamente aos interesses da minoria mais rica. Precisaremos estar lado a lado, telefone a telefone. Precisaremos estabelecer conexões para lá de fortes, precisaremos nos proteger e proteger o próximo. Seremos atacados de todos os lados, correndo o risco de ter o pouco que conquistamos retirado de nós, em nome da moral e dos bons costumes.

Não aceitarei jamais o argumento de que as pessoas que votaram pelo autoritarismo estavam cansadas da corrupção. Não há lógica qualquer nesse discurso. Não faz sentido votar em um candidato que só enriqueceu às custas da má política e má administração pública que fez. Não faz sentido que alguém que nunca tenha tido a carteira assinada e nunca tenha sofrido na fila do desemprego tenha o poder de decidir sobre a vida de milhões de trabalhadores que sobrevivem a cada dia sem a perspectiva de melhoria.

Falaram de eliminar a onda vermelha do país, mas não consigo entender como isso será possível com tantas mãos sujas de sangue.

Protejamos uns aos outros. Sejamos a força que precisaremos ter, sejamos a resistência a sobreviver. Sejamos um só e todos ao mesmo tempo. Sejamos a vida. E vivamos.

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incertezas

Certo estou de que cheguei a um ponto da vida em que:

  • estou prestes a me formar, mas já faz mais de dois anos que não termino o TCC;
  • não ganho o suficiente para pagar minhas próprias contas;
  • não tenho uma profissão;
  • trabalho muito, ganho e durmo pouco;
  • não consigo dar conta dos meus compromissos;
  • não consigo fazer coisas que gosto;
  • nada parece ser interessante;
  • não consigo imaginar sequer como vai ser o dia de amanhã, quiçá daqui a 10 anos;
  • não tenho motivação alguma;

Tem sido difícil lidar com essas sensações ultimamente, especialmente desde que adoeci, lá pelo fim do ano passado. Também não tenho conseguido sufocar bem meus sentimentos. Eles se fazem presentes mesmo quando não deveriam, e minhas ações, antes calculadas, agora precisam ser controladas. Estou sempre correndo o risco de fazer alguma coisa da qual me arrependerei amargamente depois.

Resigno-me ao fato de que essa chateação é fruto do que plantei, para usar uma comparação bem cliché. Não se fazem mais sementes de esperança como antigamente.

5pm-10pm

Not so sure about what to write here. I’m under alcohol effect, so it’s really really easy for me to say things I’m not supposed to say. I’m feeling lonely, of course. Been drinking since 5pm and it’s almost 10pm now.

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preguiça

Preguiça grande, grande mesmo. Não sei como consegui abrir essa página para digitar. Tanto que precisei abri-la por 30 dias seguidos até conseguir de fato me sentar e escrever alguma coisa.

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gagarin

Um sonho sempre vem para dizer mais sobre aquilo que se quer insistentemente ignorar. Não foi diferente dias atrás. Passei uma semana inteira sonhando a respeito disso e ainda não consegui parar de pensar. Gostaria de registrar que minha intenção inicial era escrever “passei uma semana inteira pensando“, e não “sonhando”, como escrevi, mas assumo aqui meu ato falho e admito que passei a semana sonhando mesmo.

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chaleira

Sei que chaleira é para chá, mas eu uso para café.

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– Mas já estou aqui de novo? – perguntei à minha irmã.

– Sim. Mas uma dia você se acostuma.

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Tenho me sentido um pouco indiferente a certos aspectos de minha vida. Não considero um problema, apenas me preocupa o fato de que isso aconteça justamente quando tenho tentado desesperadamente agarrar-me a algo que, para além de me permitir continuar sobrevivendo, seja suficiente para suprir vontades. Vontades essas que sempre estarão ao meu redor.

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sms

Text messages are the worst. You can never be sure about anything, except that you sure will find your own meaning for them. There’s no intonation, no hint of extra information, nothing.

many times I thought about you
after all, my face got red every time I saw you
you’re like that little hope I like to
keep
only to feel sad and regret every single bit

It’s so silly it hurts.

Hi, D.

Today I decided to delete your contact number from my contacts’ list. It wasn’t easy, though, because when I touched the screen and opened the conversation window, you were online and had just updated your profile pic. I didn’t know what that meant, you know? I thought it was some kind of advice, as if I was about to do something wrong. It wasn’t just because it was you. It’s because I’m tired of holding myself back because I still have these distorted feelings towards you (and towards a bunch of other guys I’ve met in the past).

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